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Flashback: o que a capa da Fluvia Lacerda na Playboy pode nos ensinar?

Hoje vim trazer um assunto do ano passado para tocar num assunto que é mais do que atual.

Há 1 ano atrás, a modelo brasileira e conhecida internacionalmente Fluvia Lacerda posou para a revista Playboy, sendo a primeira modelo plus size a estampar a capa desse tipo de revista. É sabido que o foco da revista era a objetificação da mulher, porém, após quebrar pela falta de público e pelas mudanças sociais e digitais, a marca decidiu se reinventar e fugir da padronização da mulher magra e cheia de retoques e começou a trazer um ar mais atual e natural para ela. Jogada de Marketing? Claro, mas essencial para levar ao público uma nova visão de mulher e corpo, afinal, foi essa e tantas outras revistas que nos encheram a cabeça que precisávamos ser padronizadas para sermos felizes, e o mínimo que agora elas podem fazer é ajudar a derrubar esse estigma.

fluvia
Imagem: Reprodução/Playboy

Fluvia exigiu que suas fotos não passassem por qualquer tipo de tratamento digital e que levasse a todos a imagem real dela, o que foi um grande passo para a revista e causou grande burburinho nas redes sociais.

‘Eu sempre busquei demonstrar minha forma de viver e lidar com meu corpo para que muitas mulheres pudessem se inspirar e viver uma vida mais justa consigo mesmas’, contou Fluvia Lacerda

Mas no final, o que podemos tirar de aprendizagem disso tudo?

Antes de mais nada, devemos pontuar o fato de Fluvia ser uma disseminadora de uma imagem corporal que não é aceita por grande parte da população, e que causa grande rebuliço, afinal, onde já se viu uma pessoa gorda se amar e, pior, posar para uma revista de corpos esculturais e teoricamente perfeitos?

Mas é ai que mora o X da questão: Fluvia quebrou e quebra estigmas e não desiste de levantar a bandeira da aceitação e do amor próprio. Ela, que quando jovem sequer se imaginou nesse patamar, hoje é exemplo para muitas mulheres e faz questão de se enaltecer, não abaixando a cabeça para ninguém.

Se ainda existe um grande caminho para andarmos e evoluirmos, com certeza essa capa foi um grande passo para isso. Ainda temos muito que evoluir, mas não podemos deixar de sempre analisar o que já foi feito e agradecer às pessoas que conseguiram quebrar barreiras para que novas pudessem surgir.

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